
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete pessoas durante a Operação Medusa, deflagrada pela 5ª Delegacia de Polícia com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais. A ação cumpriu mandados contra um grupo investigado por extorsões praticadas pela internet, além de organização criminosa e lavagem de capitais.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão. Durante as diligências, os policiais apreenderam 15 celulares e também registraram um flagrante por tráfico de drogas.
A investigação teve como foco vítimas no Distrito Federal e suspeitos localizados principalmente em Montes Claros, em Minas Gerais. Segundo a PCDF, a Polícia Civil mineira atuou no apoio às ações realizadas no estado, ajudando na localização dos alvos e no cumprimento das medidas judiciais.
De acordo com as investigações, o grupo usava anúncios falsos de garotas de programa para atrair as vítimas pela internet. Depois, os suspeitos levantavam dados pessoais e informações de redes sociais para fazer ameaças e exigir pagamentos por Pix.
A polícia também apurou que havia divisão de tarefas dentro do esquema. Parte dos investigados seria responsável pela criação de e-mails e chaves Pix, enquanto outros atuariam na movimentação de contas bancárias de terceiros, na centralização dos valores recebidos e na possível lavagem do dinheiro obtido com os crimes.
Durante a apuração, os investigadores identificaram ainda uma empresa ligada à apontada líder da organização. Segundo a PCDF, o negócio movimentou mais de R$ 2 milhões em cerca de um ano, valor considerado incompatível com o perfil apurado e compatível com a suspeita de lavagem de capitais.


