Pesquisa do DF sobre metaverso e povos indígenas é apresentada na França

Projeto da Universidade Católica de Brasília foi apoiado por edital da FAPDF Tech Learning

Um projeto da Universidade Católica de Brasília apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF foi apresentado em uma conferência internacional promovida pelo Conselho da Europa, na França. A iniciativa Lab Metaverse UCB: o futuro é ancestral foi selecionada pelo edital FAPDF Tech Learning de 2023 e recebeu investimento de R$ 1 milhão.

Coordenado pela professora e pesquisadora Florence Dravet, o projeto usa realidades imersivas, metaverso e inteligência artificial para valorizar e difundir saberes ancestrais de povos indígenas brasileiros. A apresentação integrou a conferência Human Rights in Immersive Realities, dedicada a impactos das tecnologias XR em direitos humanos, justiça, infância, bem-estar, democracia e Estado de Direito.

A participação da UCB levou à programação o tema From the Forest to the Metaverse: Immersive Experiences and Co-Creation with Indigenous Peoples, em tradução livre, Da floresta ao metaverso: experiências imersivas e cocriação com povos indígenas. O debate insere a produção científica do DF em uma agenda internacional sobre usos éticos, sociais e culturais de novas tecnologias.

O Lab Metaverse UCB desenvolve projetos de inovação tecnológica, pedagógica e cultural com realidade virtual, ambientes interativos no metaverso e inteligência artificial generativa. A proposta busca criar experiências digitais voltadas à preservação da cultura, da linguagem e das formas tradicionais de narrar o mundo.

O projeto trabalha vivências digitais relacionadas às etnias Pataxó, Yawanawá e Tukano. Nos ambientes virtuais, os visitantes entram em contato com oralidade, mitos, grafismos, cantos, narrativas e cosmologias desses povos, sempre a partir da proposta de cocriação com comunidades indígenas.

Entre as ações já desenvolvidas está um filme imersivo em realidade virtual 360º, feito em parceria com lideranças da Aldeia Mutum, do povo Yawanawá, no Acre. A produção narra um mito ancestral da Floresta Amazônica e conduz o espectador por uma experiência sensorial ligada à tecnologia, espiritualidade e memória.