A doação de sangue é essencial para manter atendimentos de crianças e adolescentes no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). Neste domingo (14), Dia Mundial do Doador de Sangue, a unidade destacou a importância do gesto para pacientes que dependem de transfusões e procedimentos hospitalares.
Segundo a coordenadora do Serviço de Hemoterapia do HCB, Sanny Lira, o Brasil tem menos de 1% de doadores. A Organização Mundial da Saúde estima que pelo menos 3% da população de cada país precisa doar sangue para manter estoques seguros.
No HCB, os tipos sanguíneos com maior baixa são O+ e O-. Sanny explica que o O- é considerado doador universal e pode ser usado em pacientes de diferentes tipos sanguíneos, enquanto o O+ é o mais frequente na população e, por isso, também tem alta demanda.
O estoque do hospital é abastecido diariamente pela Fundação Hemocentro de Brasília. O sangue é usado em casos graves na UTI, grandes procedimentos no centro cirúrgico e no tratamento de pacientes crônicos da oncologia, oncohematologia, transplantes de medula óssea e doença falciforme grave.
Uma bolsa de sangue coletada tem cerca de 450 ml a 500 ml e pode ser dividida em até quatro hemocomponentes. No atendimento infantil, segundo o HCB, uma única bolsa pode ajudar dois ou três pacientes.
Entre os pacientes atendidos está Anthony Miguel, de 12 anos, que tem talassemia, doença genética hereditária caracterizada pela produção insuficiente de hemoglobina. A mãe dele, Yasmin Mesquita, afirma que a doação ajuda a salvar a vida do filho e de outras crianças atendidas pelo hospital.



