Mais de 1,3 mil mulheres em situação de violência doméstica já receberam o Aluguel Social no Distrito Federal. Criado em 2024, o programa oferece R$ 600 mensais para custeio de moradia a mulheres em vulnerabilidade social que precisam deixar ambientes de risco.
De acordo com a Secretaria da Mulher do DF, 1.362 mulheres foram beneficiadas desde a criação do programa, com 6.659 parcelas pagas. Atualmente, 749 mulheres recebem o auxílio. O benefício dura seis meses e pode ser prorrogado pelo mesmo período, chegando a um ano.
O programa já recebeu cerca de R$ 4 milhões em investimentos. Para ter acesso, a mulher precisa estar em situação de violência doméstica ou familiar, ter medida protetiva expedida pelo TJDFT ou pelo Ministério Público da União, morar no DF, estar em acompanhamento psicossocial pela rede da Secretaria da Mulher e se enquadrar nos critérios de renda.
A renda exigida é de até meio salário mínimo por pessoa ou renda familiar de até dois salários mínimos. Segundo a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, o objetivo é permitir que mulheres deixem a convivência com o agressor e encontrem outro local de moradia.
Além do auxílio habitacional, as beneficiárias são encaminhadas para ações de qualificação profissional e empregabilidade. A secretaria afirma que o acompanhamento busca contribuir para a autonomia econômica das mulheres atendidas.
Uma das beneficiárias, identificada pelo nome fictício Clarice, relatou que recebeu aprovação do benefício em menos de 15 dias e deixou a casa onde vivia sob ameaça. “Depois de 22 anos de agressão, tive coragem de sair por causa desse benefício”, afirmou.



