O Hospital da Criança de Brasília José Alencar acompanha crianças e adolescentes com obesidade que não tiveram sucesso em outros tratamentos e podem precisar da Liraglutida, medicamento conhecido como caneta emagrecedora. A indicação segue critérios específicos e exige acompanhamento contínuo.
Segundo a coordenadora de Endocrinologia do HCB, Ana Cristina Bezerra, o hospital acompanha pacientes acima de 11 anos com comorbidade, peso acima de 60 kg e possibilidade de uso da medicação. Como a Liraglutida é autorizada a partir dos 12 anos, a triagem começa antes para avaliar a real necessidade do tratamento.
A Liraglutida atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1, produzido no intestino humano, que ajuda no esvaziamento gástrico e aumenta a sensação de saciedade. Com isso, pode contribuir para reduzir a quantidade de alimento ingerido pelo paciente.
No Distrito Federal, o medicamento é disponibilizado pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conhecido como Farmácia de Alto Custo. A liberação exige receita médica de endocrinologista e análise de exames antes da retirada pelas famílias.
O uso é diário e começa com doses mais baixas para acompanhar possíveis efeitos colaterais, como refluxo e náusea. Os resultados também precisam ser informados à Farmácia de Alto Custo. Caso o paciente não perca peso de forma adequada, a medicação pode ser suspensa.
Mesmo quando há resultado, o HCB alerta que a caneta não representa cura para a obesidade. A equipe reforça a necessidade de alimentação saudável, atividade física e acompanhamento multiprofissional com endocrinologistas, gastroenterologistas, nutricionistas e psicólogos, conforme a necessidade de cada paciente.



