Banhos muito quentes e demorados podem agravar problemas de pele e causar alterações na pressão arterial, especialmente durante o período mais frio do ano. O alerta é da alergista e imunologista Danubia Michetti Sasaki, do Hospital de Base do Distrito Federal.
Segundo a especialista, a água em temperatura elevada remove com mais facilidade a barreira natural da pele, responsável por manter a hidratação e proteger o organismo. Com isso, podem surgir coceira, descamação, ardência e aspecto esbranquiçado.
Pessoas com dermatite atópica, psoríase e alergias cutâneas tendem a sentir mais os efeitos do ressecamento. A médica afirma que banhos quentes e prolongados estão entre os principais gatilhos para crises de dermatite atópica e episódios de coceira intensa.
Os efeitos também podem atingir a circulação. A água muito quente provoca vasodilatação, o que pode levar à queda da pressão arterial e ao aumento dos batimentos cardíacos. Em idosos e pessoas com pressão naturalmente baixa, isso pode causar tontura, fraqueza, mal-estar e até desmaios.
Para reduzir os riscos, a orientação é tomar banhos de até dez minutos, com água morna, próxima à temperatura corporal. O uso de sabonete deve ser moderado, concentrado principalmente nas axilas, nos pés e na região íntima.
Pessoas com coceira intensa, descamação, rachaduras na pele ou episódios frequentes de tontura e mal-estar devem procurar avaliação médica em uma Unidade Básica de Saúde próxima de casa. Após consulta e exames, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado, se houver necessidade.



