O Corpo de Bombeiros Militar do DF apresentou, nesta quarta-feira (27), a Operação Verde Vivo 2026, estratégia voltada à prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem.
Durante coletiva de imprensa realizada no quartel do Comando-Geral, o coronel Bruno de Almeida Marcelino Costa, do Grupamento de Proteção Ambiental, explicou que um dos principais pontos da operação é o uso de ferramentas tecnológicas para identificar focos de incêndio com mais rapidez, especialmente em áreas rurais, unidades de conservação e regiões de difícil acesso.
Participaram ainda da coletiva o subcomandante, coronel Flávio Murilo, e o coronel Ronaldo Medeiros, comandante de Proteção Ambiental e Proteção Civil.
Segundo o CBMDF, o monitoramento combina imagens de satélite, câmeras instaladas em pontos estratégicos e drones. Alguns sistemas conseguem atualizar imagens em intervalos de aproximadamente 15 minutos, o que permite acompanhar focos de calor, avaliar a direção do incêndio e identificar possíveis áreas de avanço das chamas.
Com essas informações, o Centro de Inteligência Ambiental pode abrir uma ocorrência e despachar a equipe mais próxima antes mesmo de uma ligação da população pelo 193. Após o acionamento, os bombeiros acompanham o deslocamento das viaturas em tempo real e orientam as equipes sobre os melhores acessos.
O uso de drones também reforça o trabalho em campo. Os equipamentos ajudam a visualizar áreas atingidas, acompanhar a evolução do fogo e apoiar decisões sobre a estratégia de combate.
As câmeras estratégicas também passaram a ter papel importante na detecção precoce. De acordo com o CBMDF, os sistemas conseguem identificar sinais relacionados a incêndios e auxiliar no envio de alertas para as equipes responsáveis.
A corporação destacou que a tecnologia representa um avanço em relação ao modelo usado no passado, quando o monitoramento dependia de bombeiros posicionados em torres de observação, como no Parque Nacional de Brasília e na Torre de TV.
A Operação Verde Vivo 2026 também prevê reforço gradual de efetivo, viaturas especializadas, ações de prevenção, queimas prescritas e mobilização de militares conforme o avanço da estiagem. O objetivo é chegar mais rápido aos focos e reduzir os impactos do fogo no cerrado, na população e no patrimônio ambiental do DF.



