O Hospital da Fauna Silvestre do Distrito Federal trata animais resgatados com fraturas, doenças e outros quadros graves. Gerida pelo Brasília Ambiental, a unidade é apontada como a única do país especializada nessa categoria de atendimento.
Entre março e junho deste ano, o hospital recebeu cinco animais em estado grave. O grupo inclui uma fêmea jovem de tamanduá-mirim e quatro cachorros-do-mato.
Parte dos animais sofreu atropelamentos. Outros chegaram com múltiplas fraturas ou zoonoses relacionadas ao contato com ambientes domésticos.
Os resgates foram feitos pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental, pelo Corpo de Bombeiros e por unidades do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama. Os casos vieram de regiões como Brazlândia, Planaltina, Floresta Nacional e Luziânia.
Ao chegar ao hospital, o animal passa pela avaliação clínica inicial. Depois, conforme a necessidade, recebe exames de ultrassom e atendimento de cardiologistas, cirurgiões e ortopedistas.
Após as cirurgias, fisioterapeutas acompanham a recuperação. Dessa forma, a equipe avalia a evolução das fraturas e as condições para uma possível reintegração à natureza.
Quando a soltura não é possível, o animal pode ser encaminhado a um projeto de conservação. A decisão final cabe aos órgãos ambientais, como Ibama e Brasília Ambiental.
O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, informou que a Câmara de Compensação do instituto aprovou uma sede hospitalar definitiva. A nova estrutura deverá ampliar serviços, incluindo a reabilitação dos animais.
A publicação, porém, não apresentou prazo, localização ou valor da futura obra. Enquanto isso, os cinco animais citados permanecem em tratamento e avaliação.



