O Acolhe DF encaminha 390 pessoas para tratamento voluntário em comunidades terapêuticas após 908 atendimentos. Os dados abrangem os 11 meses entre julho de 2025 e junho de 2026.
Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o programa atende principalmente pessoas em situação de rua com dependência química. A nova fase foi oficializada pelo Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025.
Nesse período, a adesão ao acolhimento passou de 31% para 43% entre as pessoas abordadas pelas equipes de busca ativa. A participação, no entanto, ocorre de forma voluntária.
As equipes concentram parte do trabalho no Plano Piloto. Além disso, as abordagens chegam a Taguatinga, Ceilândia e unidades do Hotel Social.
O atendimento começa com identificação e escuta. Depois, conforme a situação e a concordância da pessoa atendida, a equipe faz o encaminhamento para serviços de saúde, proteção e reconstrução de vínculos.
Segundo o subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Diego Moreno, a continuidade das abordagens ajuda a estabelecer confiança. Assim, algumas pessoas aceitam o tratamento depois de mais de um contato com os profissionais.
O balanço registra ainda 63 encaminhamentos para a Codhab e 53 para oportunidades de emprego. Também ocorreram 35 direcionamentos para tratamento de saúde e 28 agendamentos de retorno.
Além disso, o programa viabilizou 15 retornos ao estado de origem e sete reintegrações ao convívio familiar. Dessa forma, o atendimento procura enfrentar diferentes fatores ligados à permanência nas ruas.
O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, afirmou que o programa combina atendimento imediato e ações de reinserção social. O objetivo é criar condições para que os participantes recuperem autonomia e retomem projetos de vida.



