A restrição a celulares nas escolas públicas do Distrito Federal foi associada à melhora na aprendizagem por 85% dos professores que participaram de pesquisa da Secretaria de Educação.
O levantamento foi realizado entre 25 de março e 10 de abril de 2026 e ouviu 4.033 integrantes da comunidade escolar.
Participaram 1.888 estudantes, 1.665 familiares, 362 professores e 118 gestores escolares.
A pesquisa avaliou os impactos da Lei nº 15.100/2025, que regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis nas instituições de educação básica.
Entre os professores participantes, 45% perceberam contribuição significativa para o desempenho escolar. Outros 40% apontaram melhorias parciais, relacionadas ao aumento da atenção, do foco e da participação nas atividades pedagógicas.
Os reflexos também apareceram no comportamento dos estudantes. Entre profissionais da educação consultados, 78,3% avaliaram positivamente mudanças como maior envolvimento nas atividades, melhora na socialização e fortalecimento da convivência.
Outro dado mostra que 75,7% dos profissionais identificaram impactos positivos no engajamento em sala de aula após a redução das distrações provocadas pelos aparelhos.
A pesquisa também indica ganhos nas relações interpessoais. Para 46,7% dos profissionais, a restrição contribuiu significativamente para melhorar a convivência entre estudantes. Outros 36,3% apontaram avanços parciais.
No Centro de Ensino Médio Asa Norte, a direção relata maior interação entre alunos nos intervalos e mais atenção em sala de aula desde as primeiras semanas de implementação.
A Secretaria de Educação afirma que a medida não elimina o uso pedagógico da tecnologia, mas busca organizar o ambiente escolar e reduzir distrações durante o processo de ensino e aprendizagem.



