A esquerda decidiu levar para a Justiça a lei que autoriza o empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao BRB. O discurso é de preocupação com as contas públicas, mas o movimento também tem forte cheiro de palanque político. Em vez de ajudar a construir uma saída para a crise, partidos de oposição tentam derrubar a solução apresentada pelo GDF.
O problema é que o BRB não é um banco qualquer. Ele tem ligação direta com a vida do da população, passam por ele salários de servidores, benefícios sociais, operações de crédito, contratos e serviços usados por milhares de pessoas. Se a situação do banco piorar, a conta pode chegar ao bolso do servidor, à rotina de famílias vulneráveis e ao funcionamento de áreas importantes do governo.
A ação dos partidos tenta suspender uma lei aprovada pela Câmara Legislativa e ligada a uma negociação que envolveu o GDF, o governo federal e o STF. Mesmo assim, a esquerda prefere apostar na queda de braço judicial, alimentando insegurança em um momento que exige responsabilidade.
No fim, a pergunta é simples: a oposição quer proteger o dinheiro público ou quer usar a crise para desgastar o governo? Porque, se o objetivo for apenas fazer palanque, o incêndio político pode acabar atingindo muito mais gente do que os adversários que eles dizem combater.



